Cada dia que passa a velocidade aumenta.
Às vezes, quando olho pela janela, já não consigo discernir uma árvore da outra.
Tudo parece junto, se misturando entre linhas, linhas de velocidade...
Não sei mais para onde vamos.
A cabeça roda, roda depressa, roda muito.
Náuseas.
E eis que ele vem, se expressa naquele pacote que ela, carinhosa e cuidadosa, já mantinha no banco da frente.
O outro, que a acompanha, me põe sentada no meio, ainda no banco de trás, e ensina:
--Você precisa olhar pra frente, pra saber onde está indo e para não se perder com tudo que está ao redor.
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